Como Foi Nos Dias de Sodoma

24/07/2011 16:47

Depois que o ministro americano Harold Camping alarmou as nações com uma falsa predição para o fim do mundo previsto para o dia 21 de maio de 2011, alguns órgãos da imprensa passaram a dar mais vazão ao seu ceticismo religioso escarnecendo de Deus e de sua Palavra. Logo após a predição de Camping, a Revista TIME naquele mesmo mês, criou uma lista de outros que haviam vaticinado um fim apocalíptico, e William Branham havia sido incluído entre os falsos profetas dos últimos dias. Na metade do mês de junho, outro jornal de grande prestígio internacional e formador de opiniões, o The New York Times, publicou uma matéria de um filósofo que passou a questionar a crença de um arrebatamento segundo as Escrituras, o qual transcreveremos aqui na sua íntegra para um rápido exame:

 

Epistemologia e o Fim do Mundo

Escrito por Gary Gutting, professor de filosofia na Universidade de Notre Dame, que aplica pensamento crítico a informações e eventos que tem aparecido nas notícias.

Aparte de seu valor de entretenimento, a predição imprudente de Harold Camping do arrebatamento no mês passado me atraiu como um filósofo pelo seu interesse epistemológico.  Epistemologia é o estudo do conhecimento, sua natureza, extensão e limites. Camping reivindicou saber, com certeza e precisão, que no dia 21 de maio de 2011, uma série de terremotos enormes devastaria a terra e que seria acompanhada pelo rapto (arrebatamento) dos salvos no céu. Nenhuma pessoa sensata poderia ter pensado que ele soubesse disto. O conhecimento requer justificação; isto é, alguma descrição racionalmente persuasiva do por que nós sabemos o que nós reivindicamos saber. Os esforços confusos de Camping na interpretação bíblica não proveram nenhuma justificação para a sua predição. Mesmo se, por algum acaso surpreendente, ele tivesse mostrado estar certo, ele ainda não teria sabido que o arrebatamento estava vindo.

De particular interesse epistemológico foi a pressa de cristãos que acreditam que o arrebatamento acontecerá, sem porém especificar nenhuma data para isso, se desagregarem de Camping. Citando Jesus que assim disse: “daquele dia e hora ninguém sabe”, eles acertadamente não viram a sua visão como refutada pela predição malograda de Camping. O que eles não perceberam é que as razões por rejeitar a predição de Camping também põe em questionamento a sua alegação de que o arrebatamento acontecerá em algum momento futuro não especificado. O que foi mais perturbante sobre Camping foi a sua alegação de estar certo de que o arrebatamento aconteceria no dia 21 de maio. Talvez ele tivesse um sentimento subjetivo de certeza sobre a sua predição, porém ele não teve nenhuma boa razão para pensar que esse sentimento era seguro. Semelhantemente, você pode se sentir certo de que você arrumará o emprego, mas isto não torna (objetivamente) certo de que você irá conseguir. Para isso você precisa de razões que justifiquem o seu sentimento.

 Há muitos cristãos que estão tão subjetivamente certos quanto Camping sobre o arrebatamento, exceto que eles não especificam uma data. Eles possuem um sentimento de total confiança de que o arrebatamento algum dia ocorrerá. Mas será que eles, ao contrário de Camping, possuem boas razões por trás do seu sentimento de certeza? Será que o fato deles deixarem o arrebatamento de alguma maneira sem uma data específica lhes dá boa razão para a sua certeza da qual Camping careceu?

 Uma data completamente não especificada tem a vantagem de tornar a sua predição imune para refutação. O fato de que o arrebatamento não aconteceu nunca provará que ele não acontecerá no futuro. Um sentimento de que eles nunca serão refutados pode muito bem aumentar a certeza subjetiva desses que acreditam no arrebatamento, mas isto não faz nada para providenciar as boas razões necessárias para a certeza objetiva. Camping, após o fato, moveu-se em direção para tornar a sua predição irrefutável, dizendo que o dia 21 de maio havia sido um “dia de julgamento invisível”, um arrebatamento espiritual ao invés de um físico. Ele manteve a sua predição de um final, o fim físico do mundo para o dia 21 de outubro de 2011, mas sem dúvida que esta predição também estará aberta a uma reinterpretação.

Os crentes no arrebatamento provavelmente responderão com aquela conversa de boas razões e de certeza objetiva que assume um contexto empírico (científico) da verdade, e ignoram o fato de que suas convicções não estão baseadas na ciência, mas na fé. Eles tem certeza em sua convicção de que o arrebatamento ocorrerá, embora eles não saibam disso no sentido científico.

Mas também Camping alegou que a sua certeza de que o arrebatamento aconteceria no dia 21 de maio de 2011, era uma questão de fé.  Ele não teve nenhuma justificação científica para a sua predição, sendo assim, o que poderia ter fundamentado a certeza dele senão a sua fé?  Mas a certeza de sua fé, todos nós concordamos, era meramente subjetiva. Certeza objetiva sobre um evento futuro requer boas razões.

Dado a sua fé na Bíblia, os crentes no arrebatamento oferecem o que eles veem como razões boas para a sua visão como opostas às de Camping. Eles argumentam que a Bíblia claramente prediz um arrebatamento temporário não especificado, considerando que a data específica de Camping requer um raciocínio numerológico altamente questionável. Mas muitos cristãos – inclusive muitos dos melhores estudiosos bíblicos não acreditam que a bíblia prediga um arrebatamento histórico. Até mesmo aqueles que aceitam a doutrina tradicional de uma Segunda Vinda de Cristo, precedendo o fim do mundo, freqüentemente rejeitam a ideia de um rapto dos salvos no céu, seguido por um período de tribulações terríveis na terra para aqueles que são deixados para trás.  Entre os próprios crentes, um arrebatamento histórico é na melhor das hipóteses uma interpretação altamente controversa, sem uma certeza objetivamente estabelecida.

O caso contra Camping era este: sua certeza subjetiva sobre o arrebatamento requeria objetivamente de razões boas para esperar por sua ocorrência; ele não forneceu tais razões, assim a sua alegação não era digna de fé. Os cristãos que acreditam em um arrebatamento temporário não especificado concordam com este argumento. Mas o mesmo argumento arruína a própria convicção deles sobre o arrebatamento. Não somente “ninguém sabe o dia e hora” do arrebatamento. Ninguém sabe absolutamente que ele vai acontecer.

Fonte: The New York Times 

 

O raciocínio aparentemente lógico utilizado aqui pelo professor Gary Gutting, embora seja envolvido de uma semântica bastante requintada em virtude do campo para o qual a discussão foi trazida, encobre para um leitor desatento um dos argumentos mais pobres e ultrapassados para se combater uma ideia ou premissa de quem quer que seja, convertendo sua logicidade numa ilação conflitante e incoerente.

Se a crença escriturística num arrebatamento pré-tribulacional está firmada numa certeza subjetiva e portanto questionável, o que torna a simples incredulidade de tal evento numa convicção objetiva e inquestionável? O que faz a incredulidade possuir um sentimento objetivo de certeza? Se para justificar um conhecimento requer-se uma descrição “racionalmente persuasiva”, onde está então o argumento comprobatório e persuasivo no qual a incredulidade em um arrebatamento está firmado para justificá-la? Quais são as “boas razões” que poderiam haver por trás desta incredulidade para torná-la um “sentimento seguro”? Se eu não possuo argumentos empíricos e científicos para provar um futuro arrebatamento, que argumentos empíricos e científicos um incrédulo possui para negá-lo?

Porém nós possuímos sim uma convicção sólida e firme na qual nossa fé está sustentada que são as Escrituras onde dizem que Cristo ressuscitou como as primícias dos que dormem, o que torna a ocorrência do arrebatamento um evento certo e concreto pois já foi vindicado e assegurado, não porém para o incrédulo e o escarnecedor, mas para aquele cuja fé está alicerçada em algo muito além da qual a epistemologia humana jamais poderá alcançar, que é a REVELAÇÃO!

O que torna mais inquestionável a nossa fé é saber que as próprias Escrituras nas  quais estamos firmados nos advertiu de dias como os que estamos vivendo quando o apóstolo Pedro escreveu em sua epístola:

Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua Parousia? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela Palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, mas os céus e a terra que agora existem pela mesma Palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a tem por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.

II Pedro 3 3-13.

E tal juízo de fogo que queimará as obras más feitas na terra já foi experimentado em tipo nos dias de Sodoma quando desceu fogo e enxofre do céu e consumiu a todos e onde apenas três escaparam. E como foi nos dias de Sodoma assim será neste último dia.

Na mesma semana em que esta matéria do New York Times foi publicada, este mesmo jornal também acabou divulgando outra notícia dias depois que ganhou o mundo inteiro, que foi a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado de Nova York onde o próprio jornal é publicado. O homossexualismo é também conhecido como sodomia porque essa prática era muito comum nos dias de Sodoma, e na mesma epístola citada, Pedro nos fez lembrar que aquilo que ocorreu com Sodoma foi um exemplo para a futura geração:

...E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente.

II Pedro 2:6.

E os dias que hoje vivemos são exatamente os mesmos como nos dias dos sodomitas. Mas talvez o leitor pergunte: “Mas irmão Diógenes, sempre houve homossexuais entre nós ao longo de toda a história. O que faria o homossexualismo hoje ser exatamente como naqueles dias?”. Basta examinarmos as Escrituras e obteremos a resposta. Após Ló ter recepcionado em Sodoma os dois anjos que lhe foram enviados da parte de Deus, toda a sua casa foi cercada pelos sodomitas.

Ainda não tinham ido deitar-se, quando todos os homens de toda a parte da cidade de Sodoma, dos mais jovens aos mais velhos, cercaram a casa. Chamaram Ló e lhe disseram: “Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós aqui fora para que tenhamos relações com eles”.

Gênesis 19: 4-5. (NVI)

Este texto diz que aqueles que queriam praticar sodomia com os anjos de Deus eram desde os mais jovens aos mais velhos, o que nos sugere que a prática homossexual era não somente algo comum em qualquer idade naquele lugar, mas também algo legalizado e aceito pela sociedade e governo sodomita. Eu não ficaria surpreso se em Sodoma também fosse comum a realização de matrimônios entre pessoas do mesmo sexo. Em outros tempos, o homossexualismo sempre foi veementemente reprimido pelas sociedades ditas cristãs, porém nunca se ouviu tal coisa como a legalização do homossexualismo em nenhum outro lugar em toda a história, a não ser nos dias de Sodoma e agora neste tempo do fim.

E como Nova York é um importante estado americano, tal legalização da união civil entre homossexuais acabará servindo como um padrão para as demais nações seguirem. A América hoje tem publicamente por meio da imprensa blasfemado da fé dos santos e ditado modas para que as demais nações a imitam. A América rejeitou a sua última oportunidade no dia de sua visitação, portanto só o que lhe resta agora é o juízo e a todas as demais nações que a seguirem em seus passos.

Ora, você geração pervertida de víboras, qual o problema como você de todos os modos? Meu Deus julgará esta nação algum dia com fogo. Ele a afundará embaixo do oceano. A hora do seu julgamento está próximo. O mundo inteiro irá. Perversão religiosa, perversão humana, os homens nem mesmo sabem a que sexo eles pertencem, nem mesmo as mulheres.

O Deus Desta Era Maligna (1/08/1965), §§ 151-152.

 

Assim é hoje! O próprio Deus que a América alega servir trará julgamento sobre a nação e a destruirá! Eu espero que isto fique tão profundo que vocês jamais se apartem disto. O Próprio que vocês alegam amar e com seus próprios dogmas manufaturados, e vida imoral, e decadência que vocês têm em vocês, afastados da Palavra de Deus vos destruirá algum dia. Isso é Assim Diz o Senhor! Nada mais resta para eles.

A Maneira de Um Verdadeiro Profeta (13/05/1962), § 134.

 

Você rejeitou, América, você rejeitou a Mensagem de Cristo, você rejeitou o Espírito Santo o qual foi confirmado diante de ti, até mesmo em seus próprios edifícios do Congresso Estadual, onde o poder de Cristo mostrou a Si Mesmo, que conhecia os pensamentos do homem. Ele podia curar os enfermos e podia descobrir os lugares secretos do coração, e fazer exatamente o que Deus disse que aconteceria nos últimos dias, e você O rejeitou.

A Queda do Mundo (16/12/1962), § 65.

 

Esta América é a prostituta das nações. Isto é exatamente o que ela é, e agora ela ficará pior do que nunca. Ela está chegando ao seu fim. A Bíblia fala de sua ruína, diz como ela ficará. América: degradante, podre, imunda, imprestável. Isto é exatamente correto. Ela tem sido uma grande nação. Ela tem carregado a mensagem do Evangelho. O que a faz da maneira que ela é? Porque ela rejeitou a mensagem do Evangelho e rejeitou a verdade. Ela está horrível. Isto está vindo para ela; não se preocupe. Eu vi isto na visão como o Assim Diz o Senhor! Está vindo. Ela vai pagar pelo seus pecados.

Apocalipse 4 Parte 3 (8/01/1961), § 87

 

Ele prometeu que neste dia, o dia em que estamos vivendo que o mundo estaria em uma condição sodomita, homossexuais. Veja só no mundo hoje, por todo o mundo onde viajei; não somente aqui, em todas as partes. É crítico.

Provando Sua Palavra (26/04/1965), § 175

 

Oh Deus! Jesus, o Deus manifestado da Palavra, Tu disseste, “Como foi nos dias de Sodoma”, o mundo estaria naquela condição pouco antes da destruição do mundo gentílico, a dispensação gentílica. Aqui estamos, completamente Sodomitas! Então Tu disseste que o Filho do homem, o qual é sempre referido como um “profeta”, seria revelado naquela hora. Cumpra as Tuas Palavras, oh Deus. Nós, Teus filhos crentes, esperamos com corações sinceros, dá-nos fé, Senhor. Que, quando tivermos a fila de oração, as pessoas creiam. É tempo do entardecer, Pai. Que as Luzes do entardecer do Filho de Deus (Aquele que Era, e que é, e que há de vir) manifeste a Si Mesmo através da profecia que Ele fez. No Nome de Jesus Cristo. Amém.

Eventos Esclarecidos Pela Profecia (01/08/1965), § 139.

 

Você homem que vive após as coisas do mundo e se mistura e se aninha atrás disto, e você homem sem suficiente ousadia para fazer com que sua esposa e coisas deixem de fazer isso: envergonhe-se. Te chamas filho de Deus me parecem sodomitas. Vê? Não é para ferir seus sentimentos, mas para dizer-lhes a Verdade. O amor é corretivo. Sempre o é.

Por Que Clamas? Fala! (14/07/1963), § 150.   

 

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