Pensamentos do Último Dia

Pensamentos do Último Dia

Este foi o último sermão oficialmente pregado pelo irmão Vayle em seu tabernáculo, em Saint Paris, Ohio. Ele já estava com a idade de 95 anos e sentiu por uma última vez, a necessidade e a obrigação de transmitir uma mensagem para a Noiva de Cristo. Sem mais condições de ler a bíblia devido a sua limitada visão, ele apenas faz algumas considerações sobre alguns temas específicos.

 

O primeiro assunto que o irmão Lee Vayle resolve tratar diz respeito às diferenças das datas das fotos da nuvem que surgiu no Arizona, as quais foram tiradas no pôr-do-sol do dia 28 de fevereiro de 1963, e da visitação celestial dos sete anjos ao irmão Branham enquanto ele caçava javalina. Até então, muitos estavam pensando que a nuvem havia sido fotografada durante os dias da temporada de caça. Porém a verdade é que a abertura daquela temporada havia começado no dia 1 de março de 1963, enquanto que a nuvem foi vista publicamente no dia anterior, e o irmão Branham ainda não se encontrava no deserto do Arizona naquela ocasião.

 

Primeiramente ele havia ido até Houston, no Texas, no dia 4 de março para interceder em favor de um enteado de Ted Kiperman que havia se envolvido em um crime cuja pena seria capital. De alguma maneira, o irmão Branham conseguiu reverter aquela pena. Somente alguns dias depois disso é que o irmão Branham recebeu um convite de alguns irmãos para se reunir a eles em uma caçada. A temporada terminava no dia 10 de março e ele deveria se apressar se caso ainda desejasse participar dela. Ele obteve a sua inscrição e a partir do dia 6, ele deu início aos seus preparativos.

 

No dia 8 de março, enquanto o irmão Branham estava caçando sozinho pela parte da manhã, ouviu um som forte como de um trovão, e imediatamente foi tomado por sete anjos que o levaram até uma nuvem. Todos os que caçaram com ele, embora estivessem em diferentes lugares, ouviram o som ensurdecedor do trovão, mas somente o irmão Branham viu os anjos, exatamente como Paulo no caminho para Damasco, que pôde ver a Coluna de Fogo, enquanto os demais que lhe acompanhavam ouviram apenas a Voz que lhe falava.

 

Mais tarde ao tomar conhecimento da foto da nuvem que se formou dias antes àquele encontro celestial, o irmão Branham, sem se recordar mais das datas, afirmou que ele havia estado naquele mesmo lugar, dias antes ou depois que aquelas fotos haviam sido tiradas. Contudo, quando o Senhor lhe mostrou que, numa determinada posição, a foto da nuvem mostrava a silhueta do rosto de Jesus, só então ele havia compreendido que aquela nuvem havia sido formada pelos mesmos anjos que o visitariam oito dias depois. Isso mais uma vez confirmava um axioma seu, de que Deus sempre faz algo no céu antes que Ele revele algo na terra. Doravante, não se preocupando mais em repetir os mesmos detalhes como da primeira vez, ele tratou de explicar que aqueles eventos eram todos de uma mesma natureza, ainda que tivessem ocorrido em dias diferentes. Porém da forma humilde e resumida como ele fazia os seus posteriores relatos daqueles dias, sem dar novamente os mesmos detalhes como de antes, todos erroneamente interpretavam que os dois eventos haviam ocorrido em um mesmo dia.

 

Quando alguns denominacionais entenderam corretamente que eram eventos ocorridos em dias diferentes, trataram maliciosamente de especular que o irmão Branham havia mentido para forçar um sinal a mais para o seu ministério, desconhecendo completamente que havia uma fita gravada onde o irmão Branham afirmava que ele não estava presente no local quando a nuvem foi fotografada. Para desvalorizar ainda mais as críticas dos incrédulos, existem inúmeras fitas onde o irmão Branham afirmava que o seu encontro com os anjos havia sido pela parte da manhã, o que demonstra que se ele quisesse realmente mentir, deveria ter dito que esse encontro teria ocorrido ao entardecer, para assim coincidir com o horário em que as fotos foram tiradas. Porém mesmo assim, alguns crentes da Mensagem aceitaram aquele falso arrazoamento e acabaram abandonando a fé restaurada por não ter tido as respostas que lhes explicassem sobre isso.

 

Outro tema abordado pelo irmão Vayle neste seu último sermão, foi sobre o padrão de ouro e prata que eram usados nos tempos bíblicos para se fazer transações comerciais. Esse padrão já era usado nos dias de Abraão onde os comerciantes pesavam os siclos de ouro e usavam como moeda de troca, visando obter ao mesmo tempo algum lucro. Esse foi o princípio do mercado livre conhecido depois como “capitalismo”. Portanto o sistema capitalista pertence desde os tempos bíblicos. Porém a forma como esse sistema veio sendo usado por diferentes nações, em especial na América, tem feito com que aquele país ficasse endividado, correndo o risco de entrar em colapso a qualquer momento, tudo por causa da ganância dos que procuraram tirar vantagem em praticamente tudo, fruto da cobiça, que também é um pecado de idolatria.

 

O terceiro assunto discutido aqui diz respeito ao ministério da ressurreição promovido pelo nosso Senhor Jesus Cristo, que é apresentado por Paulo em suas epístolas como o primogênito dentre os mortos. Durante o Seu ministério terreno, Jesus provou no final da era dos judeus de que Ele era o seu Messias profetizado, porém eles O rejeitaram completamente ao ponto de crucificá-Lo. Por causa disso, ao ressuscitar, Jesus demonstrou provas infalíveis da Sua ressurreição, porém não mais para Israel, mas somente em privado para um grupo pequeno da Sua Igreja. William Branham possuía um ministério paralelo ao do Senhor Jesus. No final dessa era gentílica, o Espírito Santo por meio de seu ministério, deu provas infalíveis para todas as nações de que Cristo continuava vivo em meio à Sua Igreja por meio de sinais messiânicos, porém os próprios que se diziam cristãos rejeitaram a Cristo e Sua Mensagem deste tempo do fim. Sendo assim, como ocorreu no alfa, esse mesmo ministério da ressurreição deveria se manifestar outra vez agora no ômega por meio do irmão Branham, devendo revelar-se, porém, somente em privado para a Noiva de Cristo, despertando na Igreja a sua fé para o Arrebatamento.

 

O irmão Lee Vayle encerra essa sua palestra tratando de discorrer sobre a antiga aliança que Deus fez a Abraão, conforme registrado em Gênesis 15, onde Deus na forma da Coluna de Fogo, passou em meio a animais sacrificados e partidos ao meio, exatamente como os pactos eram feitos entre os homens naqueles tempos, prometendo-lhe que a Sua promessa de que a sua descendência se multiplicaria sobre a terra seria cumprida. Aquela aliança era um tipo da aliança eterna que Cristo faria ao ter o Seu Sangue derramado e Seu corpo partido na cruz. Ele morreu por cada indivíduo que O recebesse, e assim, cada um dos eleitos deve agora individualmente apresentar-se a Ele para vindicar para si mesmo aquela promessa de redenção.

 

E assim, o irmão Lee Vayle se despede da sua igreja e não volta mais a ministrar a Palavra, até a sua partida, ocorrida três anos depois.