O Selo do Anticristo

O Selo do Anticristo

 O Selo do Anticristo (11/03/1955) – Los Angeles, Califórnia, EUA.  

 

Esta foi a segunda campanha realizada por William Branham na cidade de Los Angeles na Arena Sotck que fora alugada pelos Homens Cristãos de Negócios. A primeira havia sido encerrada no dia anterior tendo ocorrido no Templo dos Anjos, sede da Igreja Quadrangular. Mais uma vez ele aproveita a ocasião para sugerir que fossem celebrados nesta mesma cidade, no próximo ano, os cinqüenta anos do movimento pentecostal iniciado em 1906 na Rua Azusa, celebração esta que acabou ocorrendo no ano seguinte no mesmo Templo dos Anjos, tendo ele pregado neste evento em duas ocasiões.

O tema desta noite é semelhante ao que ele viria a pregar mais tarde no jubileu da Rua Azusa. Apesar do pentecostalismo ter restaurado os dons espirituais na igreja há quase cinqüenta anos atrás, ele observa que ao mesmo tempo algo de errado veio seguindo este movimento desde então. Em meio à ascensão do pentecostes, o espírito do anticristo também tem estado presente. O irmão Branham alerta para o fato de que o Espírito de Cristo e o do anticristo sempre operaram juntos ao mesmo tempo. Ambos são religiosos, porém extremamente antagônicos. As igrejas estão ficando mornas. Muita teologia está sendo ensinada sem nenhuma prática. Há muitos graus, mas pouca temperatura. Muitos reavivamentos têm ocorrido, contudo o povo tem continuado indiferente; isto porque o intelecto e a emoção têm ocupado o lugar da fé e da revelação, gerando crentes fronteiriços.

Ele afirma categoricamente que esta é a era em que as pessoas serão seladas para dentro ou para fora do Reino de Deus mediante um selo que é seguido de uma mensagem, e que Deus o enviou para trazer esta mensagem para igreja através do ensino da Palavra. Esta mensagem sela o crente para o Reino de Deus e este selo não é outro senão o Espírito Santo no amor de Cristo. O tema do amor tem sido pregado desde quando ele começou a conviver com o povo pentecostal, acreditando que ao incentivá-los a abandonarem suas diferenças doutrinárias e teológicas eles aprenderiam a conviverem juntos como irmãos em amor. Porém agora ele confessa que havia se enganado. Exatamente como Moisés também se enganou quando achou que podia anular as diferenças entre dois israelitas que brigavam.

Ele confessa que no início de seu ministério de cura divina quando esteve na Califórnia pela primeira vez, um missionário batista o alertou para o problema de que os pentecostais não o compreenderiam, e que passados oito anos aquele conselho se mostrou ser a verdade. E isto somado à visão do Senhor que ele teve há quatro dias atrás. Nesta visão ele via abutres em cima de palmeiras contendendo entre si, disputando quem tinha mais alimento podre para comer. As palmeiras eram as denominações; os abutres eram os pentecostais e o alimento eram suas teologias forjadas pelos credos e estatutos, que nada mais eram senão o próprio selo do anticristo que acabaria gerando incredulidade, fanatismo e rejeição ao Evangelho de Cristo.

A pouca freqüência aos cultos em suas últimas campanhas de fé-cura na Califórnia, a personificação do seu ministério pelos falsos ministros e a indiferença demonstrada pelo povo frente à mensagem proferida pelo servo de Deus, era uma comprovação de que tudo que havia sido dito era a verdade. Satanás fora desmascarado.