Tudo é Possível: O Ministério de William Branham na Visão de David Edwin Harrel, Jr

24/04/2012 23:11

O texto que passamos a transcrever é uma análise feita pela Biblie Believers Association sobre os comentários de David Edwin Harrel, Jr. em seu livro "Tudo é Possível: A Cura e os Avivamentos Carismáticos da América Moderna" relacionados ao ministério de cura divina de William Branham. Em seu livro, Harrel apresentou uma visão bastante imparcial sobre os avivalistas americanos, dando um destaque especial para o irmão Branham, admitido por ele como sendo o cabeça principal do grande avivamento de cura ocorrido na América entre os anos de 1947 a 1953. A análise tem como objetivo esclarecer aos leitores da Mensagem certos aspectos sobre o ministério do irmão Branham, dos quais o autor, por não ser um crente da Mensagem, não estava de todo inteirado. De qualquer forma, o livro "Tudo é Possível" ainda é considerado como uma das melhores obras já publicadas até o presente momento sobre o avivamento de cura na América.

 

TUDO É POSSÍVEL

A CURA E OS AVIVAMENTOS CARISMÁTICOS DA AMÉRICA MODERNA

 

David Edwin Harrel, Jr.

Indiana University Press - Bloomington e Londres


 

“Mas William Branham se tornou um profeta para uma geração”

David Edwin Harrell, Jr.

 

Desejamos nesta página apenas divulgar trechos da história dos avivamentos de cura do professor Harrell que se relaciona a William Branham e aos primeiros dias dos avivamentos. Incluímos trechos breves sobre as “Origens”, os “Dois Gigantes”, e “O Florescimento” do avivamento. Recomendamos muito este livro para aqueles que buscam compreender melhor o avivamento dos anos 1940, 50 e 60. O autor apresenta em linguagem simples, de fácil leitura, uma imagem clara e concisa dos avivamentos – escritos a respeito.

 

O livro do professor Harrell contém uma abundância de informações, dando um relato muito imparcial do que se passou dentro das fileiras de cura e dos Avivamentos Carismáticos da América Moderna. Gostaria de incentivar os leitores interessados ​​a verificar em sua livraria local para obter uma cópia. Ela ainda está em versão impressa e está disponível na Indiana University Press. Se não for possível obter uma cópia através de sua livraria local entre em contato com o editor desta Página Inicial no endereço de e-mail abaixo.

 

No “Prefácio” de seu livro o Professor Harrell declarou...

 

“Não tem sido fácil ser objetivo sobre a cura e os movimentos religiosos carismáticos. O avivamento de cura invoca caricatura, mas este livro é baseado na crença de que o movimento é importante demais para ser tratado descuidada ou levianamente… Em um esforço para evitar desnecessariamente desordenar o manuscrito, eu não usei rótulos como ‘alegadamente’ e ‘supostamente’ ao relacionar as histórias de cura e outros milagres como visto através dos olhos dos crentes. Ninguém deve entender isso com o endosso de testemunhos… Como acontece, eu não compartilho as pressuposições dos avivalistas carismáticos, mas nas minhas muitas conversas com eles, tenho insistido para que os meus pontos de vista religiosos sejam, se eu faço o meu trabalho corretamente, irrelevantes para a narração da história”.

 

O professor Harrell está para ser elogiado por sua capacidade literária. Sua descrição dos atos e ações dos avivalistas e do avivamento é ‘refrescante’, na sua maneira honesta, simples e direta. Para alguém que “não compartilha as pressuposições dos avivalistas carismáticos” dos quais ele escreve, o professor Harrell produziu uma obra prima expositora. Não há absolutamente nenhuma pista de preconceito ou pré-julgamento que às vezes é encontrado em relatos escritos por participantes ou oponentes religiosos declarados do avivamento.

 

Em seu livro “Primeira Parte – Oração Pelos Enfermos”, o professor Harrell disse...

 

“A salvação do pecado era pregada, mas, qualquer que fosse a intenção dos evangelistas, isso nunca foi o tema crucial das suas reuniões. Todos os dons do Espírito Santo, incluindo o falar em línguas e profecias, e todas as expressões de alegria tão comuns na adoração pentecostal estavam presentes no início do avivamento, mas não foi o tema crucial. O batimento cardíaco comum de todos os cultos era o milagre – momento hipnótico quando o Espírito movia-se para curar os enfermos e ressuscitar os mortos”.

 

Durante a primeira parte do avivamento a ênfase no ministério de William Branham também foi com “Sinais e Maravilhas” – curando os enfermos e ressuscitando os mortos. Mas de acordo com o irmão Branham, Deus estava executando isto para chamar a atenção das pessoas para uma mensagem (a revelação dos mistérios da Palavra), que se seguiria àquele avivamento. Finalmente, William Branham disse que os avivalistas colocaram muita ênfase na cura e não o suficiente na salvação. Em 1961, o Anjo que apareceu a William Branham muitos vezes durante toda a sua vida, veio e lhe disse que o povo estava “encostado no sinal de trânsito” e não crendo como deveriam. Claro, esse foi o resultado da ênfase que a maioria dos evangelistas colocaram nos “sinais e maravilhas” por tanto tempo.

 

Referindo-se à dedicação dos evangelistas, o professor Harrell disse...

 

“A maioria se dedicava ao trabalho contínuo e passavam longas horas cansativas nos centros das plataformas das grandes tendas orando, aplaudindo, gritando, suplicando ao aleijado a andar, ordenando o cego a ver, e curvando-se dramaticamente em meio a gritos de “Louvai ao Senhor” e “Aleluia”. Era um meio de vida desgastante, triturante e esgotante. William Branham era um homem destroçado depois de pouco mais de um ano; Jack Coe estava fisicamente exausto no momento da sua morte: A. A. Allen, um militante extremamente difícil, cambaleava constantemente à beira de um colapso psicológico; a resiliência de Oral Roberts se tornou uma lenda entre os seus colegas”.

 

Estes trabalhos árduos que os evangelistas dedicaram foram os vínculos de um avivamento que o mundo evangélico religioso jamais esqueceria e jamais veria novamente. Memórias e registros escritos desse avivamento criaram um desejo no coração dos homens e mulheres por outro movimento como aquele. Mas nas palavras de William Branham: “O mundo gentio tem visto o último avivamento mundial… Eu sei o que você está procurando, mas o próximo é para os judeus”. Nunca mais o mundo testemunharia a ascensão de tais ministérios poderosos como o professor Harrell mencionou acima. Nunca mais o mundo evangelístico irá “adquirir o uniforme e o fundo espontâneo das primeiras reuniões do avivamento”. Hoje, as campanhas evangelísticas e os evangelistas têm se tornado mais estereotipado, mais encenado, e mais profissional. William Branham chamou isto de “Evangelismo de Hollywood – meramente emocional em sua abordagem, ou desejoso de algo físico, em vez de desejar o que é verdadeiramente espiritual, levando-lhes a ficar alinhados com toda a Palavra de Deus”, – programas e entretenimento substituíram o espontâneo mover do Espírito Santo e da adoração.

 

A maioria dos evangelistas que participaram do avivamento dos anos 40, 50 e início dos anos 60 era uma geração diferente. Eram homens de “fé sem programas”. Eles foram inspirados, não por Hollywood, mas pelos ministérios daqueles a quem Deus tinha usado desde a virada do século XX – homens como Alexander Dowie, Smith Wigglesworth, F.F. Bosworth e Charles Price. É claro que Aimeé Semple Mcpherson não está sem o devido reconhecimento pela parte que ela representou. O professor Harrell nos conduz ao longo do caminho para o “grande avivamento” do século XX, introduz-nos a estes evangelistas que pavimentaram o caminho para outros seguirem. O último destes evangelistas foi Charles Price – ele faleceu em 1947, deixando um vácuo no ministério de cura divina.

 

Na página 20 do livro do professor, lemos…

 

“Enquanto a geração mais velha impressionava pelas memórias dos ministérios de milagre da década de 1920, o jovem ansiava por uma chuva de novos milagres”.

 

A necessidade da hora era por líderes. “As mortes de Charles Prince e Smith Wigglesworth dentro de poucos dias um do outro no início de 1947”, escreveu Donald Gee em 1956, “certamente excitou muitos corações de jovens puros com um santo desejo de apanhar a tocha do seu ministério e levá-lo adiante para novas conquistas”. As mortes desses evangelistas pioneiros, juntamente com a de Aimeé Semple McPherson, deixou um vazio. Alguns pentecostais mais antigos se incomodavam perguntando se os dias do avivamento haviam acabado. Na verdade, o maior avivamento pentecostal, identificado por alguns como uma parte da profética “chuva serôdia” estava prestes a começar. Os pioneiros do avivamento da cura divina se foram, mas quase que simultaneamente com a sua passagem, Deus levantou... muitos outros para levar adiante uma nova onda de avivamento que atingiu quase todas as nações do mundo livre”.

 

Em 1947 o “grande avivamento” estourou, dando uma nova chuva de milagres pelos quais o jovem tinha ansiedade. Na página 21 é feita uma comparação entre o avivamento anterior e o “novo” derramar que agora estava rompendo pelo mundo…

 

O avivamento que começou em 1947 foi, para dizer o mínimo, numericamente um sucesso extraordinário. “Vastas multidões se reuniram em muitos lugares do mundo”, escreveu Donald Gee em 1956, “que excedeu em muito os da geração anterior de evangelistas”. O reavivamento de cura pós-guerra superou o sucesso anterior dos avivalistas carismáticos, que teve um impacto dramático sobre a imagem do pentecostalismo americano e deu início a um período de crescimento pentecostal em todo mundo. Uma geração cresceu que jamais se esqueceria dos empolgantes anos de 1947-1952, anos cheios de longas noites de tensa antecipação, um anseio hipnótico pelo Espírito Santo e por impressionantes milagres para os crentes, realizados por avivalistas ungidos de Deus. Na atmosfera sagrada debaixo de grandes tendas, certamente parecia que tudo era possível.

 

William Branham falou dos anos de “1947 – 1953” (os anos dos poderosos sinais e maravilhas) como o “memorial de Deus de sete anos”. Referindo-se ao seu próprio ministério, ele disse: “...A razão pela qual Ele (Deus) me trouxe do campo e me colocou, eu creio que é o Seu memorial, sete anos – Ele levantará outro suporte, pouco mais adiante. ‘Quando o inimigo vem como uma enchente’, Ele disse: ‘Eu levantarei um estandarte contra isto’.”

 

O “outro suporte” foi referência a uma outra fase de seu ministério. De 1946 (7) - 1953 foi um período de “sinais e maravilhas”, antes só testemunhado no ministério de nosso Senhor Jesus Cristo. De 1953 – 1960 o irmão Branham começou a preparar-se  na doutrina – endireitar as áreas em que as igrejas haviam se desviado da Palavra. De 1960 – 1965 foram anos de “mais ensinamento profundo” e as visões se multiplicaram, preparando a Era da Igreja dos capítulos 1-3 de Apocalipse; uma série sobre “A Palavra Falada é a Semente Original”; A Profecia de Daniel, etc, e o coroamento foi a série A Revelação dos Sete Selos do capítulos 4-10 de Apocalipse. O “estandarte” de que ele falou naturalmente que era “A Palavra”.

 

No prólogo do seu livro “Tudo é Possível”, o professor Harrell menciona dois evangelistas – um dos quais ele escolheu como o “líder” ou “iniciador” do avivamento. Na página 25 ele afirma...

 

“O avivamento de cura que estourou em 1947 empurrou para posições de proeminência em todo o mundo um grupo de homens inocentes. O Capítulo 3 trata de dois homens que primeiro vieram até a linha de frente – os dois gigantes do avivamento de cura, William Branham e Oral Roberts. Eles eram extraordinariamente diferentes em personalidade, mas eles reconheceram rapidamente um ao outro como os principais líderes do avivamento”.

 

“A maioria dos participantes do avivamento viram em Branham como um iniciador. Da sua massiva união de reuniões em 1947 se disseminaram centenas de relatos de milagres e maravilhas. Branham parecia um líder inacreditável... Sua pregação era hesitante e simples além da crença. Mas William Branham se tornou um profeta para uma geração. Um homem pequeno, manso, de meia-idade, com olhos penetrantes, que mantinha a audiência fascinada com as histórias da constante comunicação com Deus e com os anjos. Noite após noite, diante de milhares de admiráveis crentes ele discernia as doenças da enfermidade e lhes pronunciava a cura”.

 

Sim, William Branham era um líder realmente inacreditável. Mas, quando olhamos para as Escrituras, descobrimos que a maioria dos homens a quem Deus usou eram “líderes inacreditáveis”. William Branham, certamente não foi buscar esta posição ou o ministério que ele possuía. Ele nunca pediu a Deus por isto – mas sim, foi soberanamente ordenado por Deus. Ele nunca pediu a Deus para enviar um anjo para ele com esta comissão para liderar um avivamento mundial. Isso foi escolha de Deus. De todos os evangelistas, William Branham estava à frente – ele era único em seu chamado, sua humildade, seus dons, seu ministério e sua Mensagem.

 

Na Página 26, Harrell falou dos outros ministros que se tornaram conhecidos em todo o mundo enquanto cada um desempenhava o seu papel no avivamento...

 

“Cada um dos ministros que se tornavam proeminentes dentro do movimento tinha a sua própria abordagem especial, se eles fossem capazes de estabelecer organizações permanentes ou apenas uma chama brilhante por um tempo. Gordon Lindsay, um jovem ministro brilhante da Assembléia de Deus... Tornou-se o organizador e publicista do avivamento. Até sua morte, Jack Coe , era um homem desajeitado, simpático com um saber rústico e uma coragem temerária, que contestou Oral Roberts como o herói principal do povo”.

 

Oral Roberts era um homem de talento e habilidade organizacional… T. L. Osborn foi um jovem missionário que edificou um desejo de levar o avivamento para o exterior em um império poderoso. A. A. Allen, cuja turbulenta personalidade era tanto o seu maior bem como o seu mortal inimigo, repetidamente transformava a adversidade em vitória. Dezenas de outros evangelistas estabeleceram reputação nacional e ministraram a milhares de crentes. Cada um foi diferente, cada um deu a sua própria contribuição para o avivamento, cada um lutou a sua própria batalha para sobreviver. Suas histórias são o assunto do avivamento.

 

Quando o professor Harrell entrevistou centenas de pessoas que participaram do avivamento, uma história foi adicionada a outra, produzindo volumes de informação. Mas foi fácil identificar os “Dois Gigantes” que se destacaram dentre todos os outros – claro que eram William Branham e Oral Roberts. Como já foi mencionado acima, ele destacou William Branham como aquele que liderou este grande avivamento. No capítulo três do seu livro, ele expõe mais plenamente estes “Dois Gigantes”. Ele começa com uma citação de Gordon Lindsay sobre William Branham:

 

“A HISTÓRIA DE VIDA de William Branham”, escreveu o seu amigo Gordon Lindsay, “é tão fora deste mundo e além do normal que, não fosse um grande número de provas disponíveis que documentam e atestam sua autenticidade, haveria desculpa para alguém considerá-la absurda e inacreditável”. O capítulo culminante na vida de Branham começou em 7 de maio de 1946, quando recebeu uma visitação angelical a qual era para lançá-lo à frente do avivamento. Nas duas décadas que se seguiram, Branham repetiu a história de sua visão diante de centenas de milhares de ouvintes.

 

Certamente que o Anjo veio ao irmão Branham, não uma vez, mas várias vezes ao longo de sua vida. William Branham tinha apenas sete anos quando ouviu pela primeira vez o Anjo falar com ele. Foi também com a idade de sete anos que ele recebeu a sua primeira visão. Incidentes como esses indicam a soberania de Deus em conceder este exclusivo ministério profético a William Branham.

 

Ao contrário do que outros participantes do avivamento levariam você a crer, DEUS SABIA O QUE ESTAVA FAZENDO. O irmão Branham foi acusado por muitos outros evangelistas de “transcorrer nos erros dos seus ensinos’, quando na realidade, eram os outros que estavam em erro, e Deus tinha enviado este ministério profético para trazê-los de volta para a Verdade, mas eles se recusaram a ouvir.

 

Desde aquele primeiro contato sobrenatural, o Anjo permaneceu com o irmão Branham, orientando e direcionando o seu ministério de uma fase para outra. Em 1963, os Sete Anjos apareceram com a sua  Comissão Final .

 

Na página 29 do capítulo três de seu livro, o professor Harrell disse:

 

“A vida pessoal de William Branham foi naquele tempo um estudo no sofrimento e tragédia de uma depressão. No auge do seu ministério, seus relatos vacilantes de suas dificuldades pessoais geravam uma empatia mágica em sua audiência. Ele não ficava com vergonha de contar sobre a sua poltrona que foi tomada por uma empresa de financiamento. Com emoção ele contava sobre a perda de sua esposa e filha, quando o rio Ohio inundou em 1937. Ele era o mais pobre dos pobres. Ele trabalhou em diferentes empregos antes de se tornar um guarda de caça de Indiana, o cargo que ocupava quando recebeu a sua célebre visita angélica em 1946”.

 

No final de 1945 e início de 1946 Branham repetidamente falava à sua congregação sobre novas visões. Então, em 7 de maio de 1946, Branham descreveu a visita do anjo, a promessa do dom da cura, e uma revelação de que ele estaria de pé diante de milhares de pessoas em auditórios lotados.

 

Nenhuma das visões de William Branham ou de suas profecias jamais falhou. Ao discernir os “pensamentos e intenções” dos corações de milhares de pessoas, em nenhuma vez estava errado. Milhares de pessoas foram influenciadas e inspiradas pelo ministério desse caipira de Kentucky. “O povo comum o ouvia com prazer”, assim disse um ex-administrador das reuniões do irmão Branham. Mas ele passou a dizer que os membros mais ricos do clero eram “embaraçados” com a simplicidade de expressão do irmão Branham. No entanto, houve outros que foram muito abençoados por este homem de maneiras simples e humilde. Na página 30 de seu livro, o professor Harrell ressalta isso…

 

“Entre aqueles que compareceram ao avivamento Branham em Arkansas, alguns eram membros da igreja pentecostal em Shreveport, Louisiana, pastoreada pelo empreiteiro Jack Moore. Os visitantes em Shreveport trouxeram de volta “relatos incríveis sobre o que viram” e Branham foi convidado à igreja para um avivamento. A filha de Moore mais tarde recordou sua chegada em sua casa: ‘Todas as coisas que ouvimos sobre ele parecia bastante incrível, mas como ele estava viajando para o sul, ele parou conosco... E desde aquela época nós nunca realmente duvidamos que William Branham fosse verdadeiramente um profeta enviado por Deus. Eu jamais pude esquecer a primeira vez que o vi – naquela tarde de domingo em 1947 quando um pequeno Ford 38 virou na nossa garagem, e um homem, levemente cansado, com os olhos de um profundo místico, saiu e olhou em volta. Enquanto eu o observava da janela, comecei a chorar sem razão aparente, com a exceção do meu coração que parecia se quebrar’.”

 

Tal foi o impacto que William Branham teve com muitas pessoas que ele conheceu. Elas ficavam admiradas com a sua humildade, a simplicidade da fé e do “poder e da autoridade” que ele exercia (No Nome do Senhor Jesus Cristo) sobre os poderes demoníacos, espíritos imundos, enfermidade e doença. O Evangelista T.L. Osborn disse: “Aqui esteve um homem que praticava o que estava pregando (Marcos 11:23). Ele falava como alguém com autoridade”.

 

Um outro observador no início dos anos 50 escreveu:

 

“O traço que mais chamava a atenção nas audiências de Branham e que conquistou o respeito de seus colegas foi o seu extraordinário espírito humilde. Não há nada exultante ou arrogante a respeito dele. Ele era um homem manso e humilde... Ele foi um homem amado por todos. Ninguém o invejava por qualquer de seus sucessos ou invejava a sua grande popularidade”.

 

O Professor Harrell afirmou:

 

“E, no entanto, o poder de um culto Branham – e da presença de Branham no palco – permanece uma lenda sem precedentes na história do movimento carismático.

 

Um observador escreveu:

 

Fiquei maravilhado com a simplicidade destas mensagens trazidas por Seu humilde servo. Será sempre lembrado como ele falava com a voz de autoridade e ainda assim de uma maneira gentil que suplicava os pecadores para aceitar Jesus Cristo como Salvador e, em seguida, voltando-se para os cristãos, ele os exortava a se alinhar com a Palavra de Deus e a estarem preparados para a vinda do Senhor que se aproximava.

 

Isto também é confirmado pela declaração do professor Harrell na página 36…

 

Na década de 1950, o campo tornou-se cheio de curadores carismáticos, mas o nome de Branham causava um temor respeitoso até mesmo nos recém-chegados mais ousados. A estatura de Branham foi mais claramente refletida pela honra que ele descrevia sobre Oral Roberts, o evangelista energético e talentoso que progressivamente dominava o avivamento. Roberts profundamente respeitava Branham; ele valorizava uma “fotografia rara” tirada durante a sua visita de 1948 à campanha Branham na cidade de Kansas.

 

Roberts não era seguidor; seu ministério era sua própria multiplicação. Mas ele foi obviamente elogiado quando Branham compareceu à sua Cruzada de Tampa, em 1949. Em uma reunião comovente os dois “se abraçaram e se inclinaram perante o Senhor na apreciação do que o Mestre estava fazendo através de suas vidas humildes, e cada um pediu as mais ricas bênçãos de Deus sobre o outro ministério durante estes últimos dias”. Roberts continuou a divulgar as reuniões Branham por vários anos após a sua própria obra ter começado o seu crescimento sem paralelo.

 

Os evangelistas de libertação mais jovens viam Branham como um homem “separado, como Moisés foi separado”. “Ele foi o número um”, disse o evangelista H. Richard Hall: “Da corrida comum de evangelistas que temos agora, coloque vinte deles em uma extremidade e William Branham na outra extremidade e ele os superaria”. Ele era, disse o velho amigo Jack Moore, “o mais talentoso de todos”.

 

Este dom, que muitos insistiram que era “exatamente 100 por cento bem sucedido”, fez de Branham “um canal para mais do que um mero dom de cura” – isso fez dele um “Vidente como foram os profetas do Antigo Testamento”.

 

Exatamente! Ele demonstrava em todos os sentidos os “sinais” de um profeta, um vidente; vez após vez, quando orava pelos enfermos. Os incidentes de suas vidas, passado, presente e futuro, se desdobraria diante de William Branham, por meio das visões. A respeito dos profetas de Deus, a Bíblia diz em Amós 3:7, “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas”. Novamente, em 2 Crônicas 20:20 diz: “...Crê no Senhor Seu Deus, e assim sereis estabelecidos; crede nos Seus profetas, e sereis bem sucedidos”. Uma geração do final dos tempos será julgada porque eles se recusaram a “ouvir a voz (Mensagem) do profeta de Deus.

 

A história testifica do fato de que Deus enviou um profeta, com uma “visão aberta” com um ministério para “converter os corações” de um mundo religioso de volta à verdadeira Palavra de Deus. Um dia as palavras do professor David Edwin Harrell, Jr. subirá no julgamento contra uma geração que se recusa a “crer no profeta (de Deus), e assim sereis estabelecidos”. De fato, creio que o professor Harrell foi um instrumento nas mãos de Deus, para apresentar ao mundo um relato imparcial, honesto, sem preconceitos, franco, do ministério profético que Ele enviou para este século XX.

 

Na página 38 da sua “História do Reavivamento Carismático e de Cura da América Moderna”, o professor Harrell continua sua narrativa…

 

Talvez a faceta mais impressionante das primeiras reuniões Branham foi o domínio tranqüilo de suas audiências. Ele foi notavelmente “gentil e falava calmamente em todas as suas tratativas com o povo”. Em contraste marcante com as táticas extravagantes de muitos dos avivalistas, Branham raramente “levantava a voz ou ficava animado ou perturbado”.

 

Depois de freqüentar uma das reuniões do irmão Branham e testemunhar o “poder único e a unção” sobre o homem, Daisy Osborn voltou para casa e disse a seu marido, T.L. Osborn: “Esta noite eu vi Jesus Cristo em carne”. Ela ficou impressionada com o ministério que ela testemunhou. O ir. T.L. Osborn estava determinado a testemunhar isso por si mesmo. Sentado na reunião, ele se viu cercado por irmãos ministros que eram críticos do irmão Branham. Mas quando a fila de oração começou, o ir. Osborn ficou absolutamente impressionado com os “resultados” que o irmão Branham produziu com a sua “maneira mansa e humilde” de orar pelos enfermos – falar e ordenar os espíritos malignos da doença, em voz baixa, quase sussurrando. Em suas próprias palavras, o ir. Osborn disse: Depois que eu recebi a ‘oração’ a obra foi feita”.

 

Da direita para a esquerda estão presentes na foto os irmãos: Ern Baxter, William Branham, Gordon Lindsay, T.L. Osborn e Mattsson Boze. 

 

Mas infelizmente, este ministério não era para continuar com o mesmo ímpeto com o qual havia começado. As pessoas estavam começando a depender de sinais e elas não creriam a não ser que vissem um ‘sinal’. Quanto mais eles viam, mais eles queriam. Em 1955, o irmão Branham foi novamente visitado pelo Anjo do Senhor; desta vez ele foi informado de que haveria uma mudança em seu ministério. Ele também foi informado de que esta fase final do seu ministério “não seria mostrado ao público como a primeira e segunda fase, como o sinal em sua mão e o discernimento dos pensamentos do coração”.

 

Em 1961 o Anjo disse ao irmão Branham: “Você está suprindo demais às pessoas com estes sinais”. A partir de meados de 1950 até o fim de seu ministério em dezembro de 1965, a ênfase agora era sobre as doutrinas da Bíblia, chamando homens, mulheres e igrejas a se arrependerem e se alinharem com a Verdade. Realmente, este não era um espetáculo público.

 

Na página 159-160 de seu livro, o professor Harrell explicou isso...

No final dos admiráveis anos 50, William Branham veio a se perguntar por que “o grito do campo tinha morrido até a um sussurro, e porque a grande luz que brilha desvaneceu-se a um vislumbre distante no escuro”. Branham mesmo descreveu o declínio do seu ministério: “As multidões que se aglomeravam uma vez nos cultos aos milhares reduziu-se a um mero gotejamento de centenas. Os milhares que receberam a cura em uma única noite já não se movem através das longas filas de orações, mas só alguns eram recebidos na plataforma a cada noite”. Investigado pela Receita Federal, e sem uma organização eficaz, Branham sofreu vários anos difíceis. “Onde antes estava chegando mil cartas por dia”, escreveu o seguidor Pearry Green, “sua correspondência havia caído para 75. Ele não vendia nada. Ele não promovia nada... E porque não promovia... as pessoas de maneira natural – procuravam aqueles que pareciam ser mais populares”. De um ponto de vista, William Branham tinha passado o auge de sua carreira; as enormes reuniões de auditório no início da década terminaram, para nunca mais voltar...

 

Sim, foi a partir “de um ponto de vista” que ele havia “passado o auge de sua carreira”. Mas um olhar mais de perto para o homem e o seu ministério desde o final dos anos 50 até dezembro de 1965, revela que o que aconteceu em seu ministério foi “tudo parte de um plano”. Ele sabia que a separação estava chegando entre ele e os outros participantes do avivamento. Em 26 de junho de 1956, ele advertiu os Homens de Negócios do Evangelho Completo Internacional sobre a direção que eles estavam tomando sobre o “ecumenismo-carismático”. Em 1961, o Anjo disse ao irmão Branham para andar com Deus, e ele foi a pé sozinho. De 23 a 26 de janeiro de 1963 o irmão Branham novamente repreendeu e alertou aos Homens de Negócios do Evangelho Completo Internacional por seu espírito de denominação.

 

A mensagem que ele pregou em 23 de janeiro de 1963 foi intitulada “Identificação”. Perto do final da mensagem, ele clamou contra a direção que os pentecostais e os Homens de Negócios estavam indo. Uma profecia surge da audiência confirmando o que o irmão Branham estava dizendo na plataforma.

 

Talvez o professor Harrell não estivesse plenamente consciente de tudo o que aconteceu no ministério de William Branham e TUDO o que William Branham tinha a dizer sobre “aquele” avivamento. No entanto, considerando os volumes de informações que ele teve que reunir e ao fato de que ele não compartilha das pressuposições religiosas do avivalistas”, sinto que ele apresentou um material tão preciso quanto podia. Em sua representação histórica de William Branham, eu (como um crente nesse ministério) encontrei apenas pouquíssimos parágrafos, o que indicou as palavras do professor Harrell, ou citações de um observador, não tinha uma compreensão plena do “propósito escriturístico” do ministério do irmão Branham e da Mensagem.

 

No capítulo 7, intitulado “Inovadores e Novas Raças”, o professor Harrell declarou…

 

William Branham foi preeminentemente o visionário do avivamento de cura. Ele viveu em um mundo milagroso. Simples, quase ao ponto da transparência, Branham ministrou a uma geração de pessoas crédulas, um homem de seu tempo. Para um mundo pentecostal que ansiava maravilhas nos anos imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, ele ofereceu a sua sinceridade e a sua fantástica variedade de experiências espirituais pessoais. Para o moderno movimento carismático da década de 1960, Branham era uma figura ultrapassada. Ele próprio reconheceu que ele tinha pouco espaço ali. Ele não conseguia se adaptar às novas necessidades, nem competir com poderosas organizações de fundos. Sua carência de sofisticação tornou-o suscetível aos que queriam usar a sua reputação para o seu próprio benefício financeiro ou doutrinário. Talvez sua morte lhe salvasse da obscuridade ou de mais um escândalo. E ainda assim, na vanguarda do avivamento de cura em 1970, estava uma geração que se lembrava com saudade do poder do lendário William Branham. Evangelistas jovens ainda se perguntavam se o Senhor poderia chamá-los de uma forma similar. “Ande intimamente com o Senhor, como Eliseu fez com Elias”, escreveu um avivalista, “para que o manto do ir. Branham possa cair sobre você... No grande avivamento logo à frente”.

 

Nenhum desrespeito destina-se ao autor do livro “Tudo é Possível”, ou algumas das outras pessoas citadas no livro, mas eu me pergunto se algumas pessoas nos dias de Jesus não chegariam às mesmas conclusões sobre o próprio Jesus em Seus dias. Especialmente à luz da Sua mui controversa vida, ministério e doutrinas – primeiro um grande profeta com grandes sinais e maravilhas, e em seguida, um homem que tinha “caído no erro” – pelo menos é o que os líderes religiosos disseram. Talvez alguns diriam que a morte de Jesus O salvasse da obscuridade ou de mais um escândalo. Pare, pense e reflita sobre estas coisas em seu coração – a história se repete várias vezes novamente.

 

Bible Believers Association, Inc

3 Mockingbird Drive,
Paradise, Newfoundland
Canada A1L 3K8

Fonte:  All Things Are Possible: The Healing And Charismatic Revivals Of Modern America

Tradução: Calebe Amorim

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Data: 07/08/2015

De: Fernando Rodrigues

Assunto: Obediência a um Profeta é um privilégio diante de Deus

Tomamos por exemplo Naamã, que citou dois rios para se banhar,ignorando o Jordão.Não foram as água do Jordão que
curaram a lepra ,mas a " obediência ao Profeta".
Em momento algum o ir. Branham se insurge, mas diz que nós
devemos ficar com a Palavra, não sair da Palavra.Com isso,
nosso Profeta deseja que conheçamos a Verdade.(João 8.32):
" Conhecereis a Verdade e Ela vos libertará".
Oportunamente, farei um comentário longo.Está sendo para mim um privilégio enorme participar ,dando minha opinião acerca do Ministério profético do ir. Branham.Um abraço e Deus os abençoe.

Data: 13/11/2012

De: Andre

Assunto: O fanatismo das pessoas pelo ir.Branham

Paz querido irmão Diogenes;
O irmão Branham nos alertou sobre esse tipo de espirito,dizendo que era demoniaco.
Para não olhar para o baixinho careca; mas para "JESUS".
Certos pastores dizem que não devemos orar por enfermos,ou por nós.
E que devemos por a fita,para o Profeta orar ou não obteremos cura.
Nas literaturas ou fitas,jamais ouvi o IR.Branham mencionar tais coisas.
Como profundo conhecedor e até tradutor das mensagens e também divugador; gostaria de saber do irmão; se o ir.Branham mencionou tais coisas em alguma mensagem;(favor citar).
como alguns pastores dizem,conforme citado acima....
Grande abraço......

Data: 28/11/2012

De: Diógenes

Assunto: Re:O fanatismo das pessoas pelo ir.Branham

De imediato não posso lembrar de nada assim meu irmão. Porém me atrevo a dizer que não creio que o profeta dissesse isso ou que fizesse disso um mandamento. Porém é verdade que existe uma unção nas fitas e que conforme a fé de quem ouve e a Sua multiforme graça, alguém em extrema necessidade pode receber um livramento na forma de cura, como nos contou o ir. Lee em um testemunho seu:

“Quantas vezes você já ouviu falar de pessoas que estão em extrema necessidade por cura ou algo assim e simplesmente de algum modo quase que caprichosamente vai e apanha uma fita e a toca [“Aleluia”], e naquela própria fita surge a voz do profeta para aquela própria necessidade que eles tinham, [“Amém”] e são curados? A irmã Marconda, querida e santa anciã de Deus, morreu há pouco tempo... Deixe-me contar-lhe sobre ela. Ela tinha um problema ruim da garganta, ela estava se engasgando e se engasgando há anos, e um dia ela pegou uma fita do irmão Branham, e ele disse isso: ‘Há uma senhora na congregação aqui e ela se engasga, há algo em sua garganta’, e ele orou e a irmã Marconda não se engasgou nenhuma vez mais”. [“Amém”]
(O Corpo do Senhor §§ 112-115 – Lee Vayle)

Porém sabemos que não foi o homem William Branham que operou qualquer cura durante o seu ministério, mas o Cristo Jesus, que como sabemos, pode operar ainda em nossos dias provando que Ele continua vivo em nosso meio.

Data: 28/08/2012

De: adao de amorim

Assunto: livro

EU GOSTARIA DE CONSEGUIR O LIVRO TUDO E POSSIVEL, GRATO

Data: 27/07/2012

De: Diógenes Dornelles

Assunto: Testemunho do Rev. Lee Vayle

Nós estávamos em Portland, Maine em 1958. Sentamos na sala e ligamos no Oral Roberts. Oh, uma multidão estava lá. Era uma bonita multidão, uma multidão encantadora, oh, maciça. E o irmão Branham olhou para ele e as lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto. Ele se virou para mim, chorando, e ele disse: “Lee, eu poderia ter essas multidões, mas Deus não quer que eu as tenha”. Isso lhe custou algo. Deixe-me dizer-lhe, todo verdadeiro servo irá seguir um caminho que lhe custa algo. Quando ele poderia ter chegado adiante e subido até os homens que dissessem: “Salve grande”, como Oral Roberts e Billy Graham.
O Corpo do Senhor (4/09/1983) § 86 - Lee Vayle

Data: 19/06/2012

De: Raimundo Amaral

Assunto: Excelente matéria

Irmão Diógenes;

Em alguns momentos lendo essa matéria eu até chorei...

Muito boa matéria...que Deus continue te abençoando meu irmão!

Data: 17/06/2012

De: mauro gui.

Assunto: o profeta william branham .

gostaria de esclarecimento sobre a possicao de william branham , ele era trinitariano ou unicista , favor enviar-me literaturas, sobre este profeta, para : mauro gui. rua sao tome, 45 - bairro : brasil industrial - belo horizonte - mg - cep 30626130 - agradeco que o Sr. Jesus Cristo lhes abencoe. aguardo .

Data: 10/04/2016

De: Eliana lima

Assunto: Re:o profeta william branham .

Irmao mauro gui voce pode adiquirir as mensagens do irmao Branham pelos sites:http://www.apalavraoriginal.org.br www.avozdedeus.org.br/ ,voce po ler elas em pdf ou baixa elas gratuitamente e tambem assistir nossos cultos pele internet,ou achar uma de nossas igreja em sua cidade,pelos sites, ou falar com um de nossos pregadores eles estarao dispostos a esclarecer sua duvidas sobre mensagem pregada pelo irmao branham que DEUS te abençoe ass; irma Eliana lima de curitiba pr

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