“Irmão Bill Chega Em Casa”

30/12/2011 01:43

 

“Irmão Bill Chega Em Casa”

Por Clifford Robinson, repórter do Courier-Journal de Louisville

 

Seção de revista de um amplo jornal dominical próximo à cidade do irmão Branham rende uma longa matéria e várias fotos do culto do Tabernáculo

 

Em muitos casos, os jornais são muito críticos em sua atitude para com o ministério da cura divina, em alguns casos, ao ponto de mentiras e do ridículo. No entanto, ocasionalmente um justo e imparcial relatório é concedido; e nesta página, reproduzimos uma parte da descrição de um repórter de uma noite no Tabernáculo Branham em Jeffersonville, Indiana, a pequena igreja que o irmão Branham construiu e que estava pastoreando quando ele recebeu o chamado divino.

Gordon Lindsay

Reações emocionais assumem muitos trajetos enquanto o “irmão Bill” está orando pelo enfermo e o inválido, como evidenciado por esta foto tirada da plataforma do Tabernáculo Branham.

 

A Palavra havia dado voltas. Ao meio-dia haviam pessoas no pequeno tabernáculo em Jeffersonville... pessoas estranhamente contentes para sentar-se lá com dois sanduíches para o que se arrastava para mais de oito horas. Tudo o que importava era que o “irmão Bill” Branham havia chegado em casa e que todos eles queriam estar lá na frente.

No final da tarde o tabernáculo estava lotado, ainda que ninguém soubesse quando ele estava vindo. Por volta das sete da noite ele estava lotado e a multidão estava pairando em volta do lado de fora das janelas.

Ouvi-os dizer mais e mais: “O irmão Bill está de volta; louvado seja o Senhor”.

Lá na frente, contra o corrimão, um homem definhando na carne estava miseravelmente em uma maca. Ao lado dele um outro homem sentava-se olhando para o chão, enquanto suas mãos tremiam violentamente. Atrás, empurrando ansiosamente para frente, estavam talvez entre 300 a 400 outras pessoas comprimidas em uma área construída para acomodar cerca de 250. Pilhas de rostos apareciam em todas as janelas. Elas não pareciam pessoas curiosas. Pareciam pessoas que estavam impelidas a estarem lá.

Ocasionalmente, um silêncio caía sobre eles. Então o anúncio: “O irmão Bill ainda não chegou”, e o murmúrio começava de novo. Um homem carregando uma criança aleijada dirigiu-se calmamente em seu caminho para frente a um assento aparentemente guardado para ele. O povo começou a cantar “Quando Jesus deu tudo de Si”. Eles estavam observando a porta agora. Nesta mesma hora havia um tumulto na porta, mas não era o “irmão Bill”. Era um outro caso de maca, e eles deram espaço para que a maca passasse até o altar. Era quase oito horas da noite. Houve uma outra comoção na porta. Todos os olhares estavam tensos nessa direção, e então saiu dos lábios de todos. “Irmão Bill!”... “Deus o abençoe!”... “Graças a Deus! O irmão Bill está de volta a nós!”.

O próprio “irmão Bill” – um fino homem de cabelo escuro em um terno escuro – veio andando até a parede do corredor com um sorriso no rosto e uma bíblia na mão. Seus olhos o seguiam a cada passo do caminho. O “irmão Bill” falou para aqueles em torno dele e tomou o seu assento na plataforma. A sala ficou muito quieta. Era de fato um efeito estranho que ele possuía sobre o povo.

Neste instante, ele se levantou da cadeira e foi para o microfone. Ele falou baixinho, dizendo ao povo que estava contente por estar de volta entre eles, após levar a Palavra do Senhor aos cantos deste país e de outros países. Não houve uma explosão apaixonada – apenas uma gentil, às vezes uma instável voz dizendo ao povo que ele tinha vindo para casa por um ou dois dias para descansar antes de assumir o seu trabalho na Europa e talvez na África. Ele não havia planejado um culto de cura para aquela noite, mas como ele me disse depois, os filhos do Senhor vem antes da consideração pessoal. Se eles queriam um culto de cura, teriam direito a um culto de cura. O “irmão Bill” olhou para o relógio; depois para a multidão.

“Quantos cartões de oração?” ele perguntou, e então alguém lhe disse que eram aproximadamente 100, e ele se desculpou por sua chegada tardia. A fila de oração estava começando a se formar. O “irmão Bill” explicou pacientemente que era impossível chegar a todos individualmente, e que esse seu sistema de cartões numerados era a única forma justa que ele havia encontrado.

Mas o cartão nº 1 não significa que você pode ser o primeiro a ficar frente a frente com ele. Naquela noite, por exemplo, o primeiro na fila estava muito longe até a escala numérica. Às vezes o “irmão Bill” arbitrariamente seleciona um ponto de partida. Outras vezes ele deixa isso para algum outro, talvez uma criança que não tenha um cartão. Os casos de maca e obviamente aqueles em estado muito ruim não precisam de cartões.

A fila estava se movendo em direção ao altar. O “irmão Bill” advertiu o povo a colocar toda a sua fé em Deus. “...Eu sou apenas um vaso através do qual Ele realiza Seus milagres”, disse ele. Atrás do auditório uma mulher se levantou. Ela lhes disse que tinha sido curada de câncer. Era a Sra. Marjorie Morgan, de Jeffersonville, uma enfermeira que anteriormente serviu na equipe noturna do Hospital Memorial do condado de Clark. Na plataforma outra mulher falou, testemunhando que ela também havia sido curada de câncer. Era a Srª. Gertrude Gibbs de New Albany. Outros por todo o auditório testemunharam das milagrosas recuperações após terem se entregado a Deus por meio do “irmão Bill”.

A fila começou a se mover. Uma mulher subiu à plataforma e ficou frente a frente com o “irmão Bill”. Ele perguntou a ela se ela tinha plena fé em Deus e se ela estava pronta para aceitá-Lo em todas as coisas. Ela respondeu afirmativamente às duas perguntas. Ele colocou a mão esquerda sobre ela, falou em voz ininteligível de onde eu olhava, e em seguida, assegurou-lhe em voz alta de que ela ficaria sã – que sua enfermidade iria desaparecer.

Um homem alto de rosto magro veio a seguir. Ele tocou suas orelhas para indicar surdez. O “irmão Bill” passou pelas preliminares, colocou os seus dedos nos ouvidos do homem, e após um leve dedo, falou diretamente para os ouvidos: “Você me ouve agora?”, ele perguntou. O rosto do homem parecia brilhar. Ele balançou a cabeça. O “irmão Bill” repetiu a operação. “Agora você pode me ouvir melhor”, disse ele. O homem respondeu novamente, e o “irmão Bill” prometeu que a sua audição voltaria ao normal.

Outros vieram, e o procedimento e as promessas eram as mesmas. Finalmente, no entanto, o “irmão Bill” pediu uma suspensão. Estava ficando tarde e a fila ainda estava longa. Ele pediu desculpas novamente pela hora, e apelou a todos os reunidos para se juntarem em uma fervorosa oração pelo sofrimento. Eu saí antes que a oração começasse, mas alguns deles me disseram mais tarde que a sombra de um homem sobre a maca se levantou no final da oração e saiu do edifício. Eu não consegui o seu nome. Eles disseram que ele era de Campbellsville, Kentucky.

Eu havia feito preparativos para entrevistar o Sr. Branham no dia seguinte. Ele me disse que ele tinha apenas sete anos quando uma voz falou com ele do farfalhar das folhas de uma árvore e disse que ele tinha sido escolhido para uma tarefa especial. Ele disse que ele estava tão assustado, que ele correu para casa gritando para sua mãe, que pensou que tinha sido mordido por uma cobra. O “irmão Bill” disse-me que as visões celestiais vieram a ele em intervalos irregulares durante os próximos anos, e que a voz voltou muitas vezes – e que ainda volta.

“Eu sabia que isso estava vindo de cima, mas eu não conseguia compreender totalmente o pleno significado disso”. Ele disse que foi ferido e envenenado com gás em um acidente na Companhia do Serviço Público da empresa em New Albany, e permaneceu por meses entre a vida e a morte. Ele disse que começou a orar quase que constantemente, e que quando ele sentiu que o fim estava próximo, ele ouviu a voz outra vez. Ele disse que ela repetiu três vezes: “Eu chamei e você não respondeu”. Ele disse que prometeu que se ele fosse salvo ele iria dedicar o resto de sua vida ao serviço do Senhor.

Ele recuperou a sua saúde e começou a estudar as Escrituras dia e noite. Eventualmente lhe foi dado uma licença de exortador por uma igreja batista, e desde aquele ponto de partida ele começou a conduzir suas próprias reuniões de tendas no atual local do tabernáculo. Ele disse que tinha somente 80 centavos em seus bolsos quando ele finalmente começou a construir o tabernáculo.

O “Irmão Bill” disse que ele teve uma experiência em 1946, que o convenceu de que era para ele levar sua missão a todas as partes do mundo.

“Devo lhe contar sobre o anjo e a vinda do dom”, ele começou. “Jamais me esquecerei daquela ocasião, 7 de maio de 1946... uma estação muito bonita do ano, em Indiana. Eu estava trabalhando como fiscal de caça, e tinha acabado de chegar em casa para o almoço. Exatamente quando eu estava em volta da casa, parecia que se o topo inteiro de uma árvore iria se soltar. Parecia que alguma coisa desceu por aquela árvore e me bateu. Eu cambaleei para trás, assustado”.

Ele disse que ele tomou a sua decisão então de ali se render completamente a Deus, e fechou-se em um quarto no mesmo dia para orar e ler a bíblia. Mais tarde naquela noite, ele disse que de repente ele se deu conta de uma luz peculiar na sala.

“Como a luz foi se espalhando por todo o chão, fiquei excitado e pulei da cadeira. Quando olhei para cima, lá pendia aquela grande estrela que eu já tinha visto muitas vezes antes. Justamente então eu ouvi alguém andando pelo chão. Agora eu vi, vindo através da luz, um homem que, em peso humano pesaria cerca de 90 quilos. Ele estava vestido com um manto branco e tinha o cabelo castanho escuro baixo até os ombros”.

O “irmão Bill” disse que o homem lhe contou que a sua “vida peculiar e maneiras incompreendidas haviam sido para indicar que Deus o enviou para levar um dom de cura divina aos povos do mundo”.

“Ele me disse que eu seria capaz de detectar as doenças por vibrações na minha mão esquerda. Ele foi-se embora, mas eu o vi muitas vezes desde então. Eu não sei quem ele é, eu só sei que ele é um mensageiro de Deus para mim.

Desnecessário dizer que eu comecei a orar pelos enfermos. Eu não tenho a pretensão de tomar o lugar de um médico. Eu acho que Deus colocou médicos aqui para ajudar a natureza, porém eles são apenas homens. Eu não possuo nenhum poder que seja meu próprio para curar. Sou apenas um ser humano indefeso até eu sentir a Sua presença. Deus me disse para ser sincero e levar as pessoas a crer. Isso é o que eu estou tentando fazer”.

O Tabernáculo Branham nos anos 50.

 

Fonte: Revista “A Voz da Cura”, Volume 3, Nº. 5, agosto de 1950.

 

Tradução: Diógenes Dornelles

 

 

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Data: 16/03/2012

De: JOGLAIR

Assunto: IRMÃO BILL

DEUS TE ABENÇOE POR ESTAS TRADUÇÕES, QUE FAZEM TÃO BEM A ALMA DOS ELEITOS.

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